A minha primeira: Randy Dorfman fala do Aussie Millions de 2011

  • Silvia  AlmeidaSilvia Almeida
Randy Dorfman

Randy Dorfman jogou as suas primeiras World Series of Poker em 2007. Desde então, amealhou $1.421.130 em torneios e o seu maior prémio foi de $601.546 em Maio de 2009, no £25,000 European High Roller Championship no European Poker Tour Grand Final em Monte Carlo. Menos de dois anos depois, Dorfman fez a sua primeira viagem à Austrália e participou no 9th Annual Aussie Millions Poker Championship, que acabou por o colocar definitivamente no mapa do poker.

O Aussie Millions 2011 foi um evento muito antecipado que atraiu jogadores como Phil Ivey, John Juanda, e Tom "durrrr" Dwan, só para nomear alguns. Com os olhos de todos postos em Melbourne, Austrália, Dorfman teve uma semana incrível e fez manchetes.

Primeiro, jogou o evento AUD$1,000 No-Limit Hold’em c/Rebuys, que contou com 86 jogadores que fizeram 255 rebuys. Com um prizepool de AUD$341.000 em jogo, Dorfman acabou em segundo lugar para AUD$71.610.
Não chegando, Dorfaman entrou no Main Event terminando como chipleader do dia 2. Continuou a destruir os adversários e chegou à mesa final como chipleader, tendo pela frente nomes como Patrik Antonius e Chris Moorman, entre outros. Infelizmente, um river devastador enviou-o para o rail na 5ª posição.

Dorfman regressou a Melbourne em 2012 para o Aussie Millions e esteve à conversa com a PokerNews

"Foi há quase um ano e eu ainda não ultrapassei a questão. Eu sou uma personalidade Tipo A: muito competitivo e detesto perder tanto que nem é saudável. Sou muito, muito competitivo. Nunca se ultrapassa, estamos sempre a rever tudo. Quando falei com o Erik [Seidel] acerca de como ele lida com as coisas, cheguei à conclusão que simplesmente é poker. Podemos passar um ano ou dois a runnar mal e de repente começar a runnar bem. Tens de aceitar o facto que vais perder apesar de poderes achar que és o melhor jogador ali.

"Não estava nervoso nem nada disso (à entrada da mesa final). HAvia apenas duas pessoas na mesa com que me preocupava - Patrik and Chris Moorman. Não prestei muita atenção ao resto do field. Ter a chiplead não é coisa que normalmente dure por isso não faz muito diferença, até porque as shortstacks parecem sempre conseguir voltar para ganhar estas coisas.

"Patrik foi o primeiro a ser eliminado e Moorman sai cedo também. Patrik saiu depois de fazer limp com Reis UTG, eu fiz call com {A-}{J-} e David Gorr também fez call com {Q-}{10-}. Provavelmente deveria ter raisado , mas era tão cedo ainda que achei que podia ver um flop que veio com um {Q-}{10-}. Gorr floppou 2 pares, Patrik fez all in e foi o seu fim. "

"Senti-me muito bem quando Antonius e Morrman foram eliminados, mas já tinha visto muitas mesas finais e nunca vi ninguém com tanta sorte como Gorr. Nunca tinha visto tantos flush de 4 cartas e ele acertava todas as mãos conhecidas pela humanidade. Contra Samad Razavi, David tinha{A-Spades} e Sam {K-Spades}{Q-Spades}. O flop foi todo espadas e David conseguiu outra espada no turn. De forma admirável, Sam largou a sua mão.

Na minha última mão, eu perdi para 3 outs no river. Small blind vs big blind. Acho que tinha 25 BBs e tinha {10-}{10-}, que também me eliminaram este ano. Tenho que aprender a nunca mais jogar {10-}{10-}. Voltando, eu shippei porque ele tinha tantas fichas e eu sabia que ele faria call com qualquer par baixo. Nunca pensei que o fizesse com um {a-} fraco. Mas fez. A board veio blank e depois..boom... o Às com sorte, como diria Barry Greenstein, no river. Acho que se tivesse ganho essa mão, teria ganho o torneio. Foi devastador.

Se era para alguém ganhar, fiquei feliz por ter sido David a faze-lo. É um avô, esta é a sua cidade natal e foi um autêntico cavalheiro ao longo de todo o torneio. Não poderiam ter encontrado um homem mais simpático para ganhar este torneio. Aliás, quando o vi há uns dias atrás, ele veio ter comigo, deu-me um abraço e cumprimentou-me.

Sabes, tentamos reviver o que fizemos e eu não me lembro. Simplesmente tentei manter-me sempre fora de situações más e tive sorte. Tive Ases contra Reis e não levei nenhum suck out. Nem sequer me lembro de ter feito all in durante o torneio, com excepção da mesa final onde perdi para 3 outs. É mesmo uma questão de manter fora de problemas e jogar com o field. Eles aqui jogam o seu próprio poker. Abrem muito light e tendem a bluffar as suas stacks muito facilmente. "

Depois de ter deixado o PokerStars Caribbean Adventure em 2011, Dorfman e a sua esposa Joy viajaram para Sidney, Austrália, antes de se dirigirem para Melbourne, para o Aussie Millions.

"Para mim, Melbourne é a cidade mais fantástica. Tenho andado por todo o mundo e está é simplesmente uma cidade jovem e vibrante. A estrutura e a forma como eles gerem os torneios tem sido excelente. Na minha opinião, o field é bastante soft e muito divertido de jogar.

O ano passado foi um grande ano e eu espero repeti-lo. Estou muito contente que tenha sido a minha primeira vez na Austrália e tenho planos de continuar a vir todos os anos. O Aussie Millions calha numa altura perfeita do ano, é verão e o tempo é perfeito. Temos o Australian Open a acontecer, portanto sempre que temos um dia ou noite de folga temos ido ver ténis. Sou um grande fã e adoro ir com a minha mulher lá.

Os restaurantes são maravilhosos. Não costumo ir a muitas discotecas porque estou com a minha mulher. No próximo ano vou deixá-la em casa e vou tentar ir a uma, mas não sei se isso vai acontecer [risos]. Casámos em Novembro de 2010 e o Aussie Millions 2011 foi praticamente a nossa lua-de-mel. Planeámos vir ao Aussie Millions, à Nova Zelandia dois dias e 10 dias em Bora Bora, o que foi fabuloso. Vir de Los Angeles para a Austrália não é tão mau assim porque voamos de noite. Dorme-se no avião, acordamos de manhã e já estamos cá. É muito bom.

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