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A Bola Está do Lado dos Operadores diz ANAon

srin anaon
Sharelines
  • A Bola Está do Lado dos Operadores diz ANAon

Esta sessão foi curta mas interessante, tivemos notícias boas, más e assim-assim.

Mais uma vez ficou patente de forma clara e assumida a vocação para as apostas por parte da ANAon e algum desinteresse e desconhecimento em relação ao Poker, nada de novo, o caminho cada vez mais aponta para uma direcção incontornável, adiante.

Em relação a novidades, foi anunciado, que as apostas simples podem voltar antes do Euro, segundo a previsão de alguns operadores.

Dantes tínhamos a previsão do regulador que apontava Março como a data para a atribuição das primeiras licenças - e uma vez que falhou, acho esta notícia uma meia novidade; mas agora temos a previsão dos “operadores”, sem se especificar quantos e quais, logo isto vale o que vale e cá estaremos para ver. Espero sinceramente que tal se venha a cumprir e que os operadores revelem mais capacidade de previsão do que o regulador. Também foi referido que este atraso agora era responsabilidade dos operadores e das empresas certificadoras de software e não do regulador. Não que tenha grande relevância mas fica a nota.

Depois em relação à liquidez internacional no Poker foi dito que será "exactamente" igual ao que era antes da lei do jogo online entrar em vigor.

O facto da lei proibir deals e obrigar ao uso do Euro como moeda de jogo já bastariam para contradizer, pelo menos em parte, esta afirmação, mas lido o regulamento, subsistem ainda algumas dúvidas no que diz respeito não só a esses dois pontos referidos mas também às exigências técnicas e à forma como se irá, ou não, harmonizar tudo para termos liquidez internacional “tal e qual” como antes da entrada em vigor da Lei.

Foi esclarecido que este diploma da liquidez internacional só se refere aos operadores e não aos jogadores. Ainda se falou, sempre como previsão, de que o último trimestre deste ano seria uma data possível para termos liquidez internacional. Espero que sim, hoje já seria tarde, mas se realmente podermos jogar ainda este ano, tal e qual como podíamos antes, mais trimestre menos trimestre parece-me o menor dos males.

Até a liquidez internacional ser possível (último trimestre do ano) os operadores podem requerer licença para operar em mercado "fechado".

Não sei até que ponto esta informação interessa uma vez que considerava que deveria existir pouco, ou nenhum, interesse em operar em mercado fechado, mas como, aparentemente, iremos ter uma situação de monopólio ou quase monopólio da Stars, talvez lhes possa interessar avançar mesmo numa primeira fase em mercado fechado para começar a publicitar e consolidar a marca, angariar novos jogadores, etc…

Vamos ver.

Finalizando foi também dito que só operadores com software próprio podem requerer licença (isto exclui redes de partilha de software entre skins).

O regulador argumenta mais uma vez “constrangimentos”, desta vez legais, argumentando que a lei tal como foi escrita não permite licenciar plataformas que operem em modelo business-to-business, mas uma vez que compreende que para o Poker isto é uma limitação grave, deixa a nota que esta questão será rectificada na próxima revisão da lei.
Esta limitação é reveladora da forma com que este processo de regulamentação foi conduzido desde o início. Houve mais pressa em produzir legislação do que em perceber as questões e quando assim é, raramente se chega a bom porto.

Claro que considerando que o volume do Poker Mundial passa em mais de 90% pela Stars e uma vez que não partilha software é quase garantido que a vamos ter a operar e em mercado de liquidez internacional isto vai ser também o menor dos males, mas o facto de provavelmente termos a Stars a operar em regime de monopólio, ou quase-monopólio, e considerando que cada vez mais os profissionais e os aspirantes a profissionais repartem parte do seu volume noutras salas não sei até que ponto jogar na Stars em regime de exclusividade e monopólio será opção para os nossos profissionais de topo que entretanto tiveram que emigrar.


Temos ainda algumas questões em aberto, razões para estar contentes, tristes e indiferentes.
O somatório parece positivo mas ainda falta meio ano até que possamos todos perceber bem no que estaremos metidos. Até lá, é esperar de forma atenta.

Grande abraço.
D33P

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