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Onde andam eles agora: John Stolzmann, vencedor WPT 2005

Onde andam eles agora: John Stolzmann, vencedor WPT 2005 0001

Em Janeiro de 2005, John Stolzmann, um estudante de 23 anos da Universidade de Wisconsin-Madison, viajou para Tunica, Mississippi, com o seu pai para jogar um pouco de poker. Ambos, pai e filho, eram conhecedores do jogo, mas foi o último a chegar longe no World Poker Tour’s Sixth Annual Jack Binion World Poker Open.

Lentamente mas de forma segura, o jovem Stolzmann ultrapassou um field de 512 e chegou à mesa final televisionada. Infelizmente para ele, juntou-se aí a alguns dos profissionais de topo de poker incluindo Michael “The Grinder” Mizrachi, Scotty Nguyen, Daniel Negreanu, e Chau Giang. Foi uma mesa final no mínimo difícil, mas Stolzmann fez o improvável e derrotou os seus experientes colegas, tornando-se o campeão WPT e arrecadar $1,491,444 pelo primeiro lugar.

Resultados do campeanato $10,000 WPT 2005 World Poker Open

LugarJogadorPrémio
1stJohn Stolzmann$1,491,444
2ndChau Giang$773,448
3rdDaniel Negreanu$384,322
4thScotty Nguyen$336,282
5thMichael Mizrachi$288,241
6thRaja Kattamuri$240,201

Depois deste grande resultado, Stolzmann deixou os estudos e trocou os invernos frios de Wisconsin pelas costas ensolaradas da Califórnia. Ele começou a jogar torneios a tempo inteiro, mas ter tido sucesso no decorrer do torneio iludiu-o quanto a resultados fora o do WPT. De facto, para além desse prémio, o seu melhor cash foi um sétimo lugar num Evento de $2,500 No-Limit Hold’em no 2005 Five-Star World Poker Classic ganhando $14,275.

Resultados de Stolzmann

DataEventoLugarPrémio
5 Dez., 2004$2,599 NLHE Caribbean Poker Classic4th$15,000
24 Jan., 2005$10,000 WPT Sixth Annual Jack Binion World Poker Open1st$1,491,444
7 Abr, 2005$2,5000 NLHE Five-Star World Poker Classic7th$14,275
25 Mai, 2005World Poker Tour Battle of Champions III6thNone
17 Jan., 2006$1,000 Super Satellite Gold Strike World Poker Open13th$10,400
15 Nov., 2006WPT Father & Sons Tournament World Poker Finals Invitational5th 
    

Nos últimos seis anos, a caminhada no poker de Stolzmann tem dado muitas voltas. A PokerNews sentou-se recentemente com o jogador de agora 30 anos para descobrir o que ele tem feito nestes últimos sete anos.

O que tens feito desde a vitória no WPT?
A primeira coisa que fiz foi deixar de estudar porque queria mudar-me para a Califórnia para me concentrar no poker. A minha namorada morava lá, e também era jogadora de poker profissional, por isso fazia todo o sentido para mim na altura. Passei o ano seguinte na Califórnia a jogar torneios e cash games. Eu na verdade não apostei no torneio, as coisas com o torneio não correram bem. Estava a ganhar em cash games, mas na verdade não tinha nenhum prémio em torneios. Depois de um ano, basicamente parei de jogar nos torneios à excepção de Main Events.

Tinha prometido à minha mãe que ia voltar a estudar e terminar o meu curso em Wisconsin, e eu e a minha namorada separámo-nos. Ela estava sempre a jogar no Commerce, e eu não queria de todo dar de caras com ela por lá, por isso mudei-me de volta para Wisconsin. Terminei o meu curso, o que só levou dois semestres a concluir, e fiquei por lá a jogar poker cerca de três anos, e depois decidi que era altura para voltar para Califórnia. Comecei a jogar profissionalmente aqui em cash games, e depois cerca de um ano e meio atrás consegui um emprego como prop, um jogador da casa, no Hawaiian Gardens, e é o que tenho feito.

Para aqueles que possam não saber, o que é que envolve ser um jogador prop?
Pagam-me um bom salário, e ainda benefícios de saúde, para jogar $30-$60 limit e $5-$10 no limit no Gardens. Eu jogo com o meu próprio dinheiro, mas tenho de trabalhar com um horário definido. Eles apenas me pagam à hora e eu fico com o que ganho. Se perder, eu perco o meu dinheiro. Depois recebo o meu salário e ainda os meus benefícios.

O único aspecto relacionado com o trabalho é que tenho de sair da mesa quando está cheia. Por isso por vezes só estou a cumprir horário e não estou em jogo, mas estou na realidade feliz com o que faço porque há muito menos stress ao saber que nunca há um mês só de perdas porque o teu salário é suficiente para ser mais do que o necessário para cobrir qualquer perda num mês terrível que tenhas. Os jogos por lá são bons, e eu tenho-me saído bem. É uma espécie de emprego de sonho porque torna viável a longo prazo.

Referiste que costumas jogar um pouco on-line. A Black Friday teve algum efeito negativo para ti?
Sim, eu perdi um pouco de dinheiro na Black Friday. Não foi um grande montante. Pensava que não tinha perdido nada; Na verdade tenho um amigo que vive fora do país e consegui fazer-lhe uma transferência, praticamente uma hora depois quando as transferências ainda eram possíveis mas os levantamentos não. Por isso eu transferi para o meu amigo, mas ele ainda não conseguiu levantar. Eu tenho o meu trabalho como jogador prop, mas eu jogava Rush Poker de vez em quando. Joguei um pouco de limit na PokerStars, onde pelo menos recuperei o meu dinheiro.

Como chegaste até ao WPT Sixth Annual Jack Binion World Poker Open?
Na realidade, eu nem queria ir. Eu tinha aulas e tinha acabado de faltar devido a um torneio de poker na Costa Rica, mas o meu pai estava qualificado para Tunica; ele tinha ganho uma entrada online para o WPT, por isso queria que eu o acompanhasse e queria investir em mim. Eu tinha jogado profissionalmente nos verões, e quando eu comecei e não tinha dinheiro ele bancou-me em troca de uma parte dos meus ganhos.
O acordo que ele propôs para o WPT foi tão bom que eu disse que sim. Ele comprou-me a entrada num evento de $3,000 no qual fui eliminado, e depois um satélite de $1,000 para o Main Event. E nesse ganhei e depois ganhei Tunica.

Aquela final table tinha um alinhamento de alto gabarito. Foi de alguma forma intimidador?
Penso que um pouco naquela altura. Mas limitei-me a jogar em conformidade. Naquela altura, eu mal tinha jogado no-limit hold’em; Eu era um jogador de limit hold’em. Eu tinha jogado um torneio online aqui e acolá, por isso sabia que era inexperiente. Olhando para trás, não acho que tenha jogado assim tão bem. Eu joguei bem dadas as circunstâncias, tive de aproveitar as oportunidades e tentar jogar grandes potes. Não quis jogar small ball com aqueles jogadores e tentei estar envolvido em muitos potes e tentar jogar melhor, porque sabia que isso não ia acontecer. Por isso, preflop, eu colocava grandes percentagens da minha stack para não haver muito em que pensar postflop.
Num certo ponto eu não me senti intimidado porque a minha estratégia quase que eliminou o jogo deles. Tornou-me um underdog, mas teria sido menos do que um underdog se não tivesse agido assim.

Levaste para casa cerca de $1.5 milhões. Fizeste algumas grandes compras com esse dinheiro?
Usei principalmente como banca de poker, mas comprei uma casa na Califórnia, o que acabou por ser uma decisão terrível, olhando para trás. Perdi com isso. Também comprei um carro, mas não desde logo porque a minha namorada da altura tinha dois bons carros, por isso eu usava um deles. Quando acabámos, eu comprei um Audi. Nada de muito ostensivo. E fiz muitas férias.

Também jogaste um torneio WPT de Pais e Filhos no 2006 World Poker Finals. Podes falar-nos um pouco sobre esse torneio?
Foi uma coisa bastante agradável que o WPT fez. Foi como um pequeno side event depois de Foxwoods. Era apenas por convite. Convidaram seis equipas* de pais e filhos que foram importantes no WPT para jogar um pequeno evento. O que acabou por acontecer, foi como se fosse um torneio de equipas, sendo assim durante o torneio ou jogava o meu pai ou jogava eu, assim como para todos os outros.
Quando uma equipa pai e filho ganhava, então o pai e o filho jogariam um heads up para uma entrada no $25,000 World Championship. Foi na realidade um freeroll. O meu pai foi all in com ases contra os reis de Todd Brunson, e saiu um rei [risos]. Foi assim que fomos eliminados em quinto lugar.

*Equipas incluiam: Barry Greenstein/Joe Sebok (1º); Doyle Brunson/Todd Brunson (2º); Barry Shulman/Jeff Shulman (3º); Michael Simon/Rome Simon (4º); Steve Stolzmann/John Stolzmann (5º); and Dick van Patten/Vince van Patten (6º).

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