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Srij Gordon Moody ICAD 18+

Por Dentro do Tour, #89: No WPT World Championship

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Por Dentro do Tour, #89: No WPT World Championship 0001

Estamos naquela altura do ano outra vez… WPT Championship no Bellagio em Las Vegas, Nevada. Alinhem-se rapazes, quem tiver $25,000 pode ter um lugar! Na verdade gostava que alguém tivesse ficado com o meu. Estiveram 538 jogadores no Main Event e todos pareciam estar presentes, ou melhor, todos os que sei que são bons jogadores. Em anos anteriores, precisava ter muito azar para ter 3 jogadores conhecidos na minha mesa inicial, enquanto neste, parecia haver 4 ou 5 bons jogadores em cada mesa. Em cima disto, havia um grupo de jogadores online, muitos deles bastante bons, e um grupo de jogadores de várias partes do mundo, que viram na fraqueza actual do dólar uma oportunidade de pagar uma entrada a um preço mais razoável. Havia uma variedade de jogadores neste grupo, uns que eram ricos e alguns que ganharam os seus lugares em satélites. Não há dúvidas que havia mais jogadores casuais quando o mercado imobiliário estava forte e o dólar em alta.

Na minha primeira mesa comecei com Eric Lynch á minha direita, Tony Cousineau dois jogadores á sua direita, John Myung á sua direita, Scott Fischman á sua direita, Brad Booth á sua direita e Scott Mayfield á sua direita. Eu conhecia muitos jogadores mas tudo bem, já que tinha jogado com a maioria deles antes, e além do loose-agressive "Yukon" Brad, os outros não eram especialmente perigosos - - ou assim pensei antes de começar! Resultou logo que o jogador dois lugares á minha direita não era só unbluffable mas jogou cerca de 19 das 20 primeiras mãos. Fez limp em todas as oportunidades, e fez raise umas duas vezes durante todo o dia 1. Quando fazia raise, cuidado! O que quero dizer com unbluffable? Bom, eis um bom exemplo: No segundo nível faz limp de 100 na posição 3 com Q-9 off, e após 2 limpers o Brad sobe a aposta para 2,100 no botão. Apenas "Mr. D" fez call! O flop veio Q-4-2 rainbow e ele apostou 1,500 ao que Brad respondeu com um raise que o punha all in por cerca de 17,000 fichas totais. Ele fez call e virou Q-9 com Brad a mostrar 8-3 off, uma mão quase morta. Não sinta pena do nosso Mr. D, Brad deixou-o em paz após esta mão e ele acabou como chip leader na nossa mesa!

Duas outras mãos incríveis para vos contar do Mr. D: Numa ele fez check no turn para o Brad quando na mesa estava 7-6-4-4 e enquanto o Brad pensava na aposta que iria fazer ele diz, "Podes apostar o que quiseres que eu faço call!"

Brad perguntou-lhe, "Sério, promete?"

"Sim", respondeu Mr. D, e Brad apostou 200 (o mínimo) e Mr. D fez raise para 2,000, depois disto Mr. D foi bombardeado de todos os lados como sendo ridículo. Finalmente, e depois de bastante pressão ele mostrou 4-4 para poker de 4s e levou o pot! Noutra mão John Myung (um forte jogador de 100-200 na costa Este) fez raise e Mr. D fez call com 77 no botão. Dois jogadores num flop 755, e John aposta metade do pot com Mr. D a fazer call. O A veio no turn e John apostou 65% do pot, e Mr. D fez call outra vez. No river veio o 10 e John fez check. Mr. D diz então, "Eu sei que tem trio… por isso, apostar para quê? - - e vira o seu full house!

De uma forma geral, houve muita risota, e até o Brad ter sido eliminado no nível 4 não perdemos um único jogador. Tinha cerca de 55,000 fichas quando aconteceu a mão seguinte. Com três limpers na minha frente, fiz call no cut-off com 96 e as 2 blinds também foram ver o flop. O flop veio Q63 e todos fizeram check até mim. Eu apostei 350 já que a maioria dos jogadores não se mostraram muito interessados na mão, e estavam 600 fichas no pote. Apenas Scott Mayfield fez call na SB e o turn trouxe um 9, dando-me 2 pares. Ele faz check e eu aposto 650 num pote de 1,300 já que pensei que podia ter uma mão tipo Q-8.

Aqui, ele surpreendeu-me ao fazer raise para 1500. O que fazer agora? Estava com medo de Q-9 mas não estava pronto para largar a mão, mas achei que tanto uma mão tipo 3-3 ou Q-9 eram possíveis cerca de 33% das vezes, mas que também poderia ter uma mão tipo J-T ou A-6 ou uma Q-x ou até KK os outros 66% das vezes. Depois de fazer call ainda ficava com mais de 53,000 fichas que eram um pouco mais das 50,000 iniciais duas horas antes. Eu conheço o Scott, já que somos ambos de Oregon, mas nunca joguei o suficiente com ele para saber qual o range dele para aquele raise! O river trouxe um 9 e ele aposta 7,000 fichas. E agora? Se fizer call e ele mostrar Q-9 ainda fico com 46,000 sem ter feito grande mossa na minha stack. Com quê que ele poderia pagar um raise entre 14,000 e 22,000? A única mão que posso esperar que ele tenha é um 3-3. E se ele faz re-raise? Ou se vai all in? O problema é que sendo um torneio tão deep stack, a dinâmica das situações mudam. Poderá o tamanho da nossa stack ser mais importante do que a mão que temos? A minha resposta é sim. Eu fiz call e ele tinha 3-3. Acabei o dia com cerca de 70,000 fichas.

No dia 2 fui para uma mesa nova com as blinds em 400-800 e antes 100. Eu estava no lugar 2 e do outro lado da mesa estavam 4 jogadores que conhecia bastante bem – lugar 7 Billy Gazes, lugar 8 Josh Arieh, lugar 9 John Murphy e no lugar 10 Lee Watkinson.

O fogo de artifício para mim, começou no segundo nível do dia, com as blinds em 500-1000 e antes 100 (o nível seguinte era 600-1200 antes 200) já que Lee fez raise para 3,000 utg e eu fiz re-raise para 8,000 com Q-Q. No lugar 4 estava um jogador que não tinha jogado nenhuma mão o dia todo (na verdade estava a pensar em quê que ele estava á espera) e foi all in por 14,825. Lee pensou alguns segundos antes de largar a mão, e depois de eu fazer call disse-me que tinha J-J e que não ia fazer call ao meu re-raise. Mr. X tinha… A-Q off? Era por esta mão que ele estava á espera? Wow! Ele devia estar secretamente a dormir. Vieram blanks no flop, mas um A no turn deu-lhe o pote.

Mais tarde recebi 99 numa board 955 onde John Murphy tinha KK e o Mr. X tinha JJ. O turn trouxe outro J e eu falhei o teste.

Até breve, joguem bem… e não se esqueçam de ter sorte!

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