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Análise de Mãos Main Event WSOP 2014: Lição sobre Pot Control

  • BlocoDaBarra/Aaron HendrixBlocoDaBarra/Aaron Hendrix
pot control

Quando acertas o flop é muito tentadora a ideia de apostares sem pensares muito naquilo que o teu adversário poderá ter nas mãos. Afinal de contas, o flop não te “vai acertar“ na maior parte das vezes e quando acerta queres extrair o máximo de fichas possíveis ao teu adversário.
Esta excitação por meter fichas no centro da mesa pode ser perigosa e algumas das vezes poderás encontrar o caminho para rail e não um pote bem recheado. Controlar o tamanho do pote - “pot control” - é algo muito importante, uma característica chave, para te tornares num jogador de sucesso. No live report Main Event das World Series of Poker 2014, a importância do domínio desta parte do jogo foi demonstrada várias vezes.

Vamos agora analisar algumas mão que são um bom exemplo de “pot control”.

Mão #1: Felix Stephensen vs. Kyle Keranen

As blinds estavam em 60,000/120,000 com 15,000 de ante e Kyle Keranen abriu o pote com raise para 250,000 em middle position com {k-Clubs}{q-Hearts}. A cção rodou em fold até Felix Stephensen que fez call com {7-Spades}{7-Hearts} na big blind.

Ambos os jogadores acertaram no flop {q-Spades}{7-Diamonds}{4-Hearts}. Stephensen fez check do set e Keranen apostou 300,000 com o seu par de damas. Stephensen fez call e o turn foi um {j-Clubs}. Ambos os jogadores fizeram check e o river foi um {10-Clubs}, Stephensen liderou com uma aposta de 575,000 e Keranen fez call.

Embora Keranen tenha perdido o pote e mais de um milhão de fichas, este pote é importante para ilustrar o conceito de "pot control", ele podia ter perdido todas as suas fichas. Começou a mão com 35 big blinds e deve ter sido muito tentador para Keranem apostar no turn, reconheceu que o check-call de Stephensen no flop poderia trazer problemas e optou por fazer check behind.

A textura da board podia ter feito com que Keranen fizesse fold à aposta do river, ainda assim, o call permitiu que continuasse em jogo.

Mão #2: Eddy Sabat vs. Felix Stephensen

As blinds estavam em 80,000/160,000 com 20,000 de ante e Stephensen abriu o pore com raise para 350,000 com {A-Diamonds}{10-Diamonds}. Eddy Sabat fez call em posição com {J-Spades}{J-Clubs} e Martin Jacobson juntou-se ao pote na big blind com {7-Hearts}{5-Hearts}.

O flop foi {9-Diamonds}{3-Hearts}{2-Clubs} e Jacobson fez check, Stephensen apostou 425,000 e apenas Sabat fez call. O turn trouxe um {7-Clubs} para a mesa e Stephensen optou pelo check. Sabat fez check behind e o river foi um {A-Spades}. Stephensen acertou o seu par de ases e apostou 575,000, Sabat fez o call perdedor.

Esta mão mostra como controlar o pote pode por vezes ter efeito contrário ao desejado, ou seja, ao fazer apenas call às apostas fazemos com que o nosso adversário consiga acertar algo que procura. Um raise no flop ou uma aposta no turn teriam feito com que Sabe tivesse, muito provavelmente, ganho o pote. Uma vez que Sabat tinha posição, ele deveria ter tentado um destes movimentos.

Mão #3: Billy Pappas vs. Luis Velador

As blinds eram 100,000/200,000 com 30,000 de ante e a acção já estava no flop {J-Clubs}{5-Diamonds}{5-Spades} quando a apanhámos. O pote tinha já 1,280,000 e William Pappaconstantinou — a.k.a. “Billy Pappas” — fez check com {6-Spades}{6-Clubs}. Luis Velador com {A-Diamonds}{K-Diamonds} apostou 400,000 e recebeu call. No turn aparece na mesa um {3-Diamonds} e Velador fica em flush draw, para além de ter overcards. Ambos fizeram check e no river saiu um {3-Spades}, Pappas aposta 700,000 e Velador faz call de ace high.

A jogada de Pappas no river não é bem aquilo a que se chama pot control mas a sua acção no flop e no turn fez com que o mesmo chegasse relativamente pequeno ao river. O flop foi mais ou menos interessante para o seu par de senas, e como Pappas não queria enfrentar um raise ou um re-raise, optou correctamente pelo check-call.

Pappas usou a mesma linha no turn, ao ver uma carta inofensiva mas Velador optou pela mesma estratégia. Este movimento de Velador foi o suficiente para que Pappas soubesse que tinha a melhor mão e podia fazer uma value bet no river.

Mão#4: Mark Newhouse vs. Luis Velador

Com as blins em 100,000/200,000 e 30,000 de ante, Velador fez mini raise com {K-Clubs}{Q-Diamonds}. Recebeu call de Mark Newhouse na small blind com {8-Diamonds}{6-Diamonds}. O flop foi {J-Hearts}{8-Hearts}{4-Spades} e Newhouse optou pelo check-call a uma aposta de 425,000. O turn trouxe um {10-Hearts} e a arma usada por ambos foi o check. Um {3-Clubs} fez com que Newhouse e o seu par de oitos ficassem com o pote.

Esta mão parece não ter interesse nenhum mas tal como a anterior é um exemplo de mão onde o jogador tomar precauções embora acerte o flop. A sua ideia é evitar jogar um pote grande, faz call no flop com middle pair e não lidera nas outras streets, acaba por recolher o pote por falta de agressividade de Velador. Newhouse teria dificuldades em fazer novamente check-call no turn, Velador optou por não apostar. Essa opção de não apostar o turn faz com que seja impossível apostar o river, a jogada não faria sentido e Newhouse faria call quase de certeza.

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