Entrevista PokerNews: Mori Eskandani, Parte 2

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(Nota Ed: Na parte 1 de ontem, Mori Eskandani falou-nos sobre o seu início nas produções de poker, como High Stakes Poker, Poker After dark e muitos outros shows, detalhando o sue início na produção de programas de poker.)

Pokernews: Como é que a UIGEA [Unlawful Internet Gambling Act] mudou a sua maneira de olhar para a programação de poker? Tem sido mais fáceis ou mais difíceis estes últimos meses?

Mori Eskandani: Nunca é fácil. Na minha maneira de pensar, as coisas podem-se fazer, mas depois os regulamentos podem-nos dificultar. Nunca fica mais fácil; estamos sempre preocupados com isso. Mas também temos esperança de que as pessoas percebam que o poker é um jogo de perícia. Eles dizem – jogos de perícia tudo bem, mas poker não. É um paradoxo. Não há outro jogo que tenha mais perícia do que poker. Obviamente esperamos que as pessoas em Washington, pessoas que estão a tentar convencer as pessoas de Washington que os façam ver que é um jogo americano, aliás o nome é Texas Hold'em, é legal na maioria dos estados no mundo mas não é legal em Texas! (risos). Queremos que vejam que isto é um jogo de perícia, pode ser controlado, e pode ser muito divertido. Tem afectado muitos programas pequenos porque haviam patrocinadores interessados. Mas, estamos esperançados de que isso tudo volte em breve.

PN: É diferente produzir um programa para uma rede de televisões, como o NBC National Heads-Up Poker Championship, em oposto com produzir um programa para a TV Cabo?

ME: Tentamos fazê-los da mesma maneira. Os requisitos são diferentes? São. Na TV Cabo temos mais regras a cumprir, com o que se pode dizer, o que se pode mostrar, dependendo das horas em que o programa é transmitido. Por exemplo se o programa for para o Ar às 3 da tarde, então podem estar muitas famílias com crianças a ver o programa. Mas sem ser isso fazemos tudo para que o programa tenha a maior qualidade possível.

PN: Então, e um evento de uma sala só como o Poker After Dark contra um torneio grande?

ME: Todos os jogos que produzimos são por convite. Basicamente, vamos com o efeito estrela do jogo. E também acreditamos que as pessoas irão aprender mais a ver os prós a jogar. Às vezes uns contra os outros, e outras vezes contra alguns amadores conhecidos como no High Stakes Poker. Pessoas aprendem mais com esses torneios do que com torneios que, queira-se ou não, pode acabar com uma final table cheia de amadores. E de repente, todas as mãos parecem iguais. Todos estão à espera de algo como A-J ou 8-8. Já vi isso antes. Acho que o público já viu, e se calhar demais. É por isso que estes programas são mais bem-vindos, porque se vive o dia-a-dia de um profissional, onde eles jogam de maneiras diferentes dependendo contra quem estão a jogar. E às vezes dependendo da sua disposição! Acreditem ou não, podemos ter algum pró a vir jogar num mau dia! Isso nota-se na maneira que estão a jogar.

PN: Produziste um programa pay-per-view da final table das WSOP. Fala-nos um pouco do desafio de organizar eventos ao vivo sem ver as cartas dos jogadores.

ME: Antes de responder, tenho de dizer que quando dizem "produziste" – existem tantas pessoas a me ajudar que é injusto dizer que eu produzi. Quero dizer, o Eric Drache desde o início, claro, Henry Orenstein e as suas ideias maravilhosas, e agora Eric Drache com o seu vasto conhecimento, e outras pessoas que trabalham para a nossa companhia. Os produtores fantásticos que contratamos, que trabalham quase exclusivamente para nós desde Los Angeles. Todas estas pessoas tornaram-se muito importantes e peritos de poker para TV.

Em relação ao desafio pay-per-view – é um desafio. Quando não vemos as cartas voltamos aos velhos tempos. Tentamos fazer com que seja o mais divertido possível. Tentamos adivinhar o que os jogadores podem ter mas nunca é o mesmo. Penso que um dia destes, os operadores das WSOP vão decidir que vale a pena ter um quarto à parte e mostrar as cartas em vez de ter um monte de pessoas à volta da mesa. Enquanto estiver pessoas à volta da mesa, não é justo mostrar cartas. Falamos sobre isso, e todos concordamos que não está certo. Mesmo que se permita, somos jogadores de poker. Se alguém encontrou um estilo vencedor, por exemplo se eu descubro que o lugar 2 faz sempre fold à sua big blind quando há um raise de 6 vezes a big blind, e tenho sucesso em roubar a sua big blind. E depois alguém lhe diz, "hey, todas as vezes que ele faz raise de 6 vezes a tua big blind, é porque não tem nada!" Se essa informação é dada a essa pessoa depois de 1 hora de jogo, então estou em apuros. Essa pessoa vai começar a responder com re-raises. E isso é obviamente uma grande parte do jogo. A não ser que os jogadores estejam a jogar muito defensivamente.

PN: Como é que abordaste esta produção para melhorar em relação ao ano passado?

ME: Bem, tentamos fazer com que fosse mais divertido. Tínhamos montes de gravações guardadas na carrinha, fosse o Stu Ungar a jogar, ou algumas ocorrências interessantes das WSOP que chegaram à Internet, ou mesmo pessoas a falar sobre algumas controvérsias que aconteceram. Tentamos passar isso e ter algumas pessoas cá a comentarem. Nós tivemos muitos profissionais a vir cá, e tornar o programa divertido. Basicamente, não acho que se possa fazer muito sem ver as cartas dos jogadores. Só se pode tentar fazer com que seja mais divertido, e claro há as entrevistas dos jogadores quando são eliminados, nós trazemo-los à sala e deixamos o público ver como se sentem e isso. Foi novamente um esforço colectivo da ESPN. Eles deram-nos todas as filmagens que precisávamos. Quaisquer ideias que tinham, juntavam-se às nossas, fizemos por isso.

PN: A nova época de High Stakes Poker estreia dia 27 de Agosto. Qual é a diferença desta para a do ano passado, e existem algumas surpresas que os espectadores podem estar à espera?

ME: Sim, sim e sim! A única coisa que posso dizer sobre a nova série é – não percas um minuto! Tivemos a sorte suficiente de as cartas nos darem boas mãos. Podem vir más cartas e podem vir boas! E tivemos a oportunidade de ter um grupo de jogadores prontos para apostar, jogar e variar o jogo – e as cartas não os desapontaram! Imaginem! Não vos posso dizer o que se vai passar. Não vos posso dizer. Só vos digo que em todos os intervalos para publicidade, as pessoas vão estar ansiosas pelo recomeço, porque há sempre algo de novo que se vai passar. É muito, muito divertido ver.

Em que é que é diferente? Nós temos o nosso buy-in de $100,000, e houve um dia que foi um mínimo de $500,00 para fazer o buy-in. Haviam 3 blinds, por isso as blinds eram 300-600-1200 e em cerca de 80% das mãos havia straddle para 2400. E um re-straddle para 4800 em algumas mãos. Eram pots enormes. Alguns sangraram, e alguns enriqueceram (risos). Penso que a GSN está muito contente, porque o que eles têm agora – a quarta série é verdadeiramente um clássico. Todas as horas vão ser muito divertidas de ver.

PN: Então aquele episódio com o Daniel Negreanu e Gus Hansen não é nada comparado com este?

ME: É diferente. É óbvio que mãos como essas ficam gravadas na mente como essa mão e a do Farha contra o Greenstein do AA v KK na última mão. Mas nesta época não precisamos disso. Não precisamos dessas mãos grandes. Com os jogadores que tivemos, não precisamos disso. Algumas mãos não chegavam a metade dessas mãos ou em alguns casos mesmo sem mãos, só os jogadores a jogarem uns contra os outros faziam com que a sessão de poker fosse muito interessante. Claro que também tivemos mãos grandes, mas não houve nenhum four of a kind. Não precisamos. Estes rapazes teriam pots enormes e às vezes a pessoa que ganhava o pot não tinha nada (risos). Era mesmo poker.

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