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Entrevista PokerNews: Maria Ho

Entrevista PokerNews: Maria Ho 0001

Uma das primeiras impressões que um jogador pode ter de Maria Ho, a última mulher a sair do Main Event de este ano nas WSOP, é que ela é linda – possivelmente das jogadoras mais bonitas no Main Event. Num segundo olhar, Maria já tinha feito alguns cashes e já tinha escrito para alguns sites de poker antes, mas esta virtualmente desconhecida estudante de UC-San Diego e semi-pro foi ganhando cada vez mais atenção dos fãs, imprensa, das câmaras e da BODOG POKER enquanto o número de jogadores que patrocinavam ia descendo. Ela acabou num 38º lugar, e é agora uma jogadora a ter em atenção – em muitas maneiras. Os ganhos de Maria que já ultrapassam os $230,000 o que significa que irá estar presente em mais torneios esta época. Pode ler aqui mais acerca desta jogadora.

PokerNews: Foste a última mulher a sair no Main Event. Como é que te sentias se continuasses a ser a última mulher, ou melhor ainda, a última pessoa, a sair em mais torneios grandes?

Maria Ho: Para mim, seria muito importante continuar com a consistência e bons resultados em torneios, seria algo que me orgulharia imenso, por isso gostava que acontecesse mais vezes. Planeio em jogar mais torneios, por isso espero que os meus resultados sejam bons.

PN: Diz-nos como saíste no Main Event na mão contra Kevin Ferry,

MH: As blinds estavam a 25,000/50,000. Com uma ante de 5,000. Eu tinha chegado àquela mesa há não muito tempo, por isso não tinha muita informação sobre qualquer jogador na mesa. Todos fizeram fold até mim; estava na small blind. Tinha cerca de 550,000 nessa altura. Ainda tinha fichas, ainda podia esperar mais um pouco por uma mão, mas estava um pouco short-stacked em relação à média de fichas. Não me faltava assim tanto jogo.

Todos fizeram fold até mim; eu tinha {a-Diamonds}{10-Diamonds}. Fiz o raise normal de 150,000. A razão pela qual não fiz all-in foi porque achei que – não era uma situação em que precisava de fazer all-in. Se ele não tivesse absolutamente nada, não precisava de arriscar as minhas fichas todas. Ele podia acordar com uma mão, por isso fiz raise para 150. Ele fez re-raise de mais 230,000 para além dos meus 150, o que para mim foi bastante estranho, porque em maioria dos casos, se ele não fizesse fold faria all-in. Para ele fazer re-raise dava a impressão que tinha ou Ases ou absolutamente nada. Eu não tinha uma leitura nele; não tinha informação dele. Fiquei mesmo atrapalhada, e acho que estava um pouco relutante a ir all-in nessa altura, mas fui mesmo. Ele fez call, ele tinha um par de Dez.

PN: Ficaste em 38º no Main Event, ganhando $237,865. Dirias que é dinheiro que pode mudar a vida?

MH: Não, não acho que possa mudar a vida, porque acho que – tenho muitas ideias de negócios que sempre quis tentar, por isso, para poder fazer isso, não é muito dinheiro. Mas acho, claro, que é bastante dinheiro, e só tenho 24 anos, por isso é muito bom estar financeiramente à vontade, e poder fazer o que tenho vontade de fazer, poder gastar e ainda poupar algum dinheiro, mas também me divertir com ele. Especialmente sendo jogadora de poker, se quiser estar no circuito de torneios, pode custar acima de $250,000 por ano para jogar bastantes torneios. Não que seja isso que vou fazer com o dinheiro, mas não acho que sejam figuras que mudem uma vida.

PN: Foste logo comprar alguma coisa cara?

MH: Não, não fui! Não me lembrei de nada que quisesse, por isso ainda não gastei quase nada até agora.

PN: Como tem sido a tua parceria com a BODOG POKER desde que foste para o Main Event? Eles continuam a te patrocinar em mais eventos?

MH: A minha parceria com a BODOG POKER foi uma coisa de uma vez só para o Main Event, mas nos três meses seguintes ao Main Event, ainda estou associado com eles. Quer dizer, temos estado a falar sobre a continuação do patrocínio, mas ainda estamos em negociações. Quando faço entrevistas, ou quando apareço em artigos de revistas, ainda sou patrocinada pela Bodog por mais três meses.

PN: Existem mais torneios a nível mundial com buy-in elevado este ano do que em qualquer outro ano, fiques cá ou vás para o estrangeiro. Qual é o próximo torneio que irás jogar, e quais os que te interessam?

MH: Vou com certeza jogar em quase todos os eventos do WPT. Estou também ansiosa por ir a Dublin para o EPT, a meio de Outubro. Estou mesmo desejosa por isso. Adoro a Europa. E também Turks e Caicos, a nova localidade para um evento do WPT. Isso vai ser muito divertido; Ouvi dizer que é lindo lá. Estou mesmo desejosa.

PN: Qual é o próximo que vais jogar?

MH: O meu próximo será o Legends of Poker no Bike Casino. Eu sou de LA, por isso tenho de usar a vantagem de jogar em casa nesse.

PN: Tu acabaste o curso universitário na UC-San Diego recentemente. O que é que estudaste lá?

MH: Tirei o mestrado em Comunicações e também tirei o curso de Direito.

PN: Tinhas intenções em usar o teu curso ou sempre tiveste o poker em mente?

MH: Nunca tencionei em usar o meu curso. Era mais uma coisa que – sempre tive interesse em Comunicação e Direito, e então tirei esses cursos porque me interessavam. Mas sempre quis tomar conta dos negócios da minha família, que é uma empresa de desenvolvimento de imóveis. Poker foi só uma coisa que apareceu a meio dos estudos na universidade, e nunca – quando estava a jogar na universidade vi-me como uma jogadora de profissional de poker. Acho que é só uma coisa que estou a fazer enquanto. Eventualmente irei entrar nos negócios da família.

PN: Ok. Fala-nos um pouco sobre isso.

MH: Bem, os meus pais emigraram para a América há 15 anos, e sempre fizeram negócios com imóveis em Taiwan quando nasci, e depois vieram para cá, e resolveram construir a sua própria empresa de imóveis. É algo que quero fazer, só porque não há ninguém melhor do que eu para tomar conta da companhia dos meus pais, e quero ser capaz de ver o seu trabalho a continuar mesmo depois de se reformarem.

PN: Fala-nos sobre alguns artigos que escreveste para a PokerPages.

MH: Bem, eu já não escrevo para a PokerPages. Quando escrevia, era realmente uma experiência interessante, porque quando comecei a escrever eu era nova no mundo do poker. Eu tinha começado a jogar profissionalmente há pouco tempo, e foi muito bom partilhar ideias com outras pessoas. E poder escrever sobre poker, teve uma espécie de conexão com outros interesses fora do poker, porque sempre gostei de escrever, e é muito bom fazer algo diferente em vez de ser só jogar poker.

PN: Tens encontrado outras oportunidades para escrever desde a PokerPages?

MH: Já apareceram outras oportunidades para escrever noutros sites, mas não sei o que fazer em relação a isso – um dos meus maiores problemas é que eu tinha um blog lá mas não o actualizava nem perto do suficiente. Eu não queria fazer algo a não ser que estivesse totalmente empenhada nisso. Não sei porquê, mas achava difícil me manter motivada para actualizar a toda a hora. Por isso até eu estar pronta para dedicar uma parte do meu tempo para fazê-lo consistentemente, acho que não vou escrever para ninguém.

PN: Finalmente – como te sentes em relação aos torneios exclusivos ao sexo feminino em geral? Tencionas entrar em algum desses ou preferes torneios mistos?

MH: Não diria que olho para isso de maneira negativa nem que tenho uma má impressão sobre esses torneios, mas já joguei em alguns deles, e no meu primeiro ano nas WSOP, até joguei o evento de Senhoras. Em geral acho que porque o buy-in é tão baixo, o número inicial de fichas é baixo e a estrutura é horrível e torna-se muito dependente da sorte.

Por isso não é que seja um torneio feminino – quando a estrutura é má e não tens muitas fichas para começar, então não há muitas jogadas. Por isso não encontro torneios femininos onde queira jogar. E também há um pouco de "Porquê que há torneios só para mulheres quando devíamos de poder jogar todos juntos?" E não devíamos ter essa exclusividade, mas acho que é uma boa maneira para algumas mulheres se sentirem confortáveis. Por isso é uma boa maneira dessas pessoas ganharem alguma experiência a jogar torneios, mas geralmente, não prefiro jogar neles. Já não jogo nesses torneios há cerca de um ano e meio.

Nota Ed: Maria Hu é patrocinada pela BODOG POKER!

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