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Entrevista com Jon Kalmar – Finalista Main Even WSOP

Entrevista com Jon Kalmar – Finalista Main Even WSOP 0001

Encontramo-nos com Jon Kalmar, de Chorleyvilles, fresquinho depois do 5º lugar no Main Event das WSOP e os $1,25 Milhões que ganhou. Parece que Jon não é a única pessoa que lucrou com a sua presença na final table, foi anunciado esta semana que um Sueco, cujo nome é desconhecido, apostou $100 em como Jon Kalmar chegaria à final table, e eles ofereciam 250:1, o que o fez ganhar $25,000.

Jon Kalmar: Isto é incrível. Ainda não acredito que um estrangeiro estava disposto a apostar $100 em como chegaria assim tão longe. É uma boa sensação. Parece que ele me tinha visto jogar no cruzeiro da Ladbrokes Poker no ano passado onde dominei desde o primeiro dia, e decidiu que valia uma aposta. Vamo-nos encontrar mais tarde e ele prometeu pagar-me várias bebidas.

Pokernews: Então para aqueles que não te conheciam o suficiente para apostar em ti, como é que começaste no poker?

JK: Tirou-me das apostas normais; Eu estava metido em apostas para lá do que podia e fiquei com muitas dívidas. Por isso foi quando comecei a jogar os Sit and Go's na Ladbrokes Poker e era uma maneira mais barata de gastar a noite. Comecei a ganhar mais e mais, eventualmente comecei a ganhar torneios multi table, e comecei a ganhar mais no poker do que no trabalho.

PN: Apesar de seres um profissional há 2 anos é bem sabido que estavas prestes a voltar para o teu trabalho normal, visto que a tua banca estava quase a chegar ao 0.

JK: A minha banca estava de rastos, tinha acabado de passar seis meses maus onde estava a jogar bem mas não estava a ser recompensado. Chegou ao ponto onde não queria ir de volta para o trabalho a dever dinheiro; preferia ir enquanto ainda estava a lucrar. Ainda continuava a jogar poker mas deixei-me dos torneios do circuito e apenas jogava torneios grandes através de satélites. Se o pior acontecesse, então tinha passado 2 grandes anos e ainda tinha acabado melhor do que tinha começado. Não queria ficar liso e passar o resto da vida a pagar por isso.

PN: Agora não há perigo disso, como é que a tua vida mudou depois de voltares?

JK: A atenção dos media nunca parou; já chegaram pessoas ao meu pé na rua a me dizerem que me viram jogar a final table on-line. Já falei com alguns patrocinadores, algumas pessoas já mostraram interesse mas não me vou apressar com decisões, estou confortável neste momento e se alguma coisa aparecer então ainda bem, mas não deposito grandes esperanças nisso, os patrocinadores já não te oferecem dinheiro como ofereciam antes.

PN: Qual o próximo passo? Estás a pensar ir às World Series of Poker Europe no próximo mês?

JK: Gostava de ir às WSOPE mas a data é a mesma com as férias marcadas em Espanha e não quero desiludir os meus amigos. Amesterdão parece-me bem, estou à espera de ir até Atlantic City, e sempre quis ir ao Aussie Millions em Janeiro. Só estou à espera que o cheque seja aceite, e depois de resolver alguns assuntos, saberei quanto tenho para jogar. Uma coisa que não quero fazer é desperdiçá-lo todo, já tive uma vitória grande e comecei a jogar torneios mas não de forma tão séria, e antes que me aperceba já o gastei todo.

PN: Achas que consegues fazer uma boa prestação nas WSOP outra vez ou agora com tanta gente é impossível?

JK: Fico um pouco incrédulo quando alguns prós já com muita experiência e os grandes nomes chamam-na de lotaria, fico com a impressão que alguns dos grandes nomes não se sentem inclinados para ficar ali durante sete dias e começam a oferecer as suas fichas depois de ganhar um bom stack, penso que tentam ganhar muito depressa. Julian Gardner chegou muito longe nos últimos três ou quatro anos, o que mostra o que acontece quando um pro de top leva aquilo a sério.

PN: E o que achas do novo campeão Jerry Yang? Ele é um novo Joe Hachem ou um novo Jamie Gold?

JK: Vemos o Scotty Nguyen fazendo todo o tipo de coisa com quaisquer duas cartas e todos chamam-no de génio, mas porque ninguém conhece o Yang quando ele o faz, todos chamam-no de donkey. Joguei na mesa dele várias vezes e não é o caso, é muito difícil jogar contra ele, ele é capaz de jogar quaisquer duas cartas e sabes que o teu torneio está em risco quando jogas uma mão com ele, é muito agressivo.

Ele também é simpático e mereceu ganhar. Achei que Lam era um jogador esquisito, ele basicamente andava lá sem fazer nada, se ele tivesse feito uma recuperação em heads-up, teria sido injusto.

PN: Jon Kalmar, obrigado e diverte-te nas férias.

JK: Claro, obrigado.

Nota Ed: Ganhe em Grande como Jon Kalmar quando jogar a PokerNews Cup em Outubro na Austrália!

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