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Entrevista PokerNews: Brandon Cantu

Entrevista PokerNews: Brandon Cantu 0001

Raramente temos uma semana sem que um nome desconhecido do poker consiga um grande resultado. Brandon Cantu foi um desses desconhecidos, a maioria dos quais raramente ouvimos outra vez. Nascido em Vancouver, Cantu imergiu ao ganhar um evento de $1500 NL no WSOP de 2006, ao ultrapassar 2776 jogadores; essa vitória rendeu a Cantu a quantia de $756,839. Cantu atingiu outro resultado de 6 digitos em 2006 no Five Diamond World Poker Classic, mas continuou á procura de um segundo grande titulo.

O sucesso finalmente veio no recente Bay 101 Shooting Star, um evento do WPT televisionado, onde ele dominou os níveis finais e nunca se viu ameaçado na mesa final. PokerNews esteve com ele após essa conquista para saber o que ele achou da sua performance no torneio, e o que esta vitória significa para a sua carreira:

PokerNews: Brandon, acabaste de conseguir um grande resultado ao ganhar o Bay 101 Shooting Star. Se puderes, partilha com os nossos leitores a história desta vitoria. Quando te apercebeste que podias ir longe neste torneio?

Brandon Cantu: Sinceramente, este era um dos eventos onde eu sabia que poderia ir bastante longe desde o inicio, porque fui chip leader em quase todo o torneio. Acho que desde o nível 3, fui chip leader. Perdi ( a liderança) por algum tempo, mas nunca estive abaixo da média. Por isso sempre tive boas hipóteses de ganhar o evento.

PN: Houve alguma jogada chave que impulsionasse a tua 'run'?

BC: No inicio parecia que estava a conseguir todas as mãos. Tive muito boas mãos na fase inicial, e todas elas eram pagas, o que é sempre bom. No inicio quando já era chip leader, tive uma mão contra o John Juanda onde foi uma luta de blinds. Eu tinha 33 e ele tinha AK, e foi provavelmente o maior pot do dia a rondar as 120k fichas, e o meu par conseguiu aguentar.

PN: Como caracterizas a tua forma de jogar durante o evento?

BC: Eu diria que globalmente joguei muito bem. Não joguei sem falhas; não foi o torneio onde joguei melhor, mas joguei muito bem. Apenas tive um grande suckout, mas tirando isso joguei bastante sólido. Tive muitas mãos no torneio e tudo correu bem.

PN: Brandon, neste evento houve uma troca para jogo short-handed (6 jogadores) no início do dia 4, o que é um pouco diferente do que se passa nos outros eventos do WPT, e foi aqui que te sobressaíste. Essa mudança ajudou-te?

BC: Ajudou-me muito. Eu gosto do tipo de jogo short-handed, jogar short-handed é muito melhor. Assenta perfeitamente no meu estilo de jogo. Eu gosto jogar muitos pots e isso ajuda-me quando jogo.

PN: Tu ganhaste 17 pots seguidos a determinada altura com vários jogadores fortes na mesa. O que se estava a passar?

BC: Foi uma altura onde estávamos na bubble para a mesa da TV com uns 8 jogadores em jogo. Eu tinha uma vantagem tão grande que parecia que ninguém queria jogar mãos comigo, e quando eles queriam jogar pots comigo, parecia que tinha sempre nuts em todas as jogadas. Mais, parrecia que eles me deixavam levar os pots só para chegarem á mesa da TV.

PN: Chegaste á mesa final com uma enorme vantagem sobre os demais. Qual era a tua estratégia para o final? Houve algum momento onde te sentiste ameaçado?

BC: Sabes, eu não tinha um plano delineado. Uma das minhas vantagens é conseguir analisar situações; todas as situações são diferentes. Normalmente não tenho um plano. Por isso, quando cheguei á mesa final, tudo correu de forma suave e nunca me senti em perigo. Nunca ninguém teve 2.1 Milhões em fichas, e estavam 7.5 Milhões em jogo. Na verdade, nunca ninguém teve um terço do total de fichas em jogo. Deve ter tido uma das maiores vantagens de sempre na história dos WPTs.

PN: E quando eliminaste o Steve Sung para conquistares o torneio? Fala-nos da acção nessa mão.

BC: Na mão final, eu teria cerca de 6.7 Milhões e o Steve apenas tinha 800,000. Eu aumentei para 80,000 e ele foi all in. Eu fiz call e eu tinha 44 e ele tinha 33. Nessa mão, é espantoso haver um sentimento em que sabemos que estamos tão perto, em que só falta aquela mão aguentar, e onde somos 80% favoritos. É um sentimento indescritível; todas as cartas são dramáticas quando são viradas. Tudo correu na perfeição, e pude ser felicitado pela minha família e amigos, o que foi bastante divertido.

PN: Os jornalistas disseram que tinhas a secção de apoio toda por tua conta na mesa final. Queres fazer comentários?

BC: Eu tinha muitos amigos de escola e toda a minha família, que voaram para lá quando cheguei á mesa final. É muito gratificante ter todo aquele apoio.

PN: Celebraste a tua vitória em estilo?

BC: Não deu, porque estávamos em San José, e quando o torneio acabou já passava da meia-noite. Era cerca da uma da manhã e tudo estava a fechar. Nunca chegámos a festejar porque a maior parte dos meus amigos tiveram de regressar no dia seguinte. Mas há sempre tempo para festejar.

PN: Coleccionas-te 6 bounties no Shooting Star, incluindo Jennifer Harman na mesa final. Alguns pensamentos para o próximo ano onde tu próprio poderás ter um bountie? Irão os jogadores "disparar" contra ti?

BC: Acho que terei um bountie sobre mim. Não tenho a certeza, mas acho que o campeão deve ter. Eu acho que vão "disparar"; acho que queremos sempre eliminar a pessoa que ganhou no ano transacto – há sempre alguma satisfação nisso. Ao ter os $5,000 extra, significa que os jogadores vão sempre querer eliminar-te.

[I]PN: Como comparas os Bay 101 Shooting Star com os outros eventos? É um dos teus torneios favoritos?
BC: Sim, é um dos meus favoritos. É a melhor estrutura que já vi, joguei, ou ouvi falar. A estrutura é incrível neste torneio, e em algumas fases boa demais. Eu gosto de vir cá e gosto de jogar em San José. As pessoas são fantásticas. Parecia que havia ainda mais fans de poker, o que tornou a secção de apoio ainda mais agradável. O staff esteve muito bem, por isso acabou por ser uma experiência muito boa.
PN: Há 2 anos atrás, eras capaz de pensar que hoje terias uma bracelete do WSOP e um título do WPT?
BC: Não, nunca pensei nisso. Mesmo depois de ter ganho a bracelete. Depois de ganhar a bracelete pensei, "Meu Deus, iria ser extremamente duro ter de passar por tudo isto outra vez". Para ser honesto, não sabia se poderia alguma vez ganhar um WPT ou uma bracelete novamente. Ficamos com essas dúvidas. Pensamos se não terá sido uma oportunidade única…? Mas aconteceu outra vez. Mas eu não acho que possa ser só sorte quando se consegue pela segunda vez um feito destes. Acho que prestigia a tua carreira no poker quando obtemos a segunda vitoria.
PN: Como comparas as duas grandes vitorias? Qual a diferença entre ganhar uma bracelete ou um título do WPT?
BC: A grande diferença, é que no WSOP eu não sabia o que esperar, quando jogava na mesa final. Acho que era mais arrogante naquela altura, na forma como abordava os assuntos. Desta vez, eu sabia o quanto custa chegar lá. Quando joguei aquele evento do WSOP era o meu primeiro grande evento. Desta vez, quando fui jogar o WPT, já tinha jogado tantos eventos desde que tinha ganho a bracelete, que sabia da dificuldade, do trabalho e da dedicação necessária para podermos chegar longe nestes eventos. Esta vitória foi muito saborosa, mas nada que se compare á primeira.
[I]PN: Parece que cada vez é mais dispendioso fazer o circuito e ser um jogador profissional "on tour". Consegue um jogador sobreviver e ter um bom nível de vida com apenas um grande resultado por ano ou cada 18 meses?[i/]
BC: Sim, penso que sim, dependendo do tamanho do prémio que se ganhou. Acho que 1 Milhão daria para viver por uns bons anos. Pelo menos durante 2 anos com entradas e viagens.
PN: É verdade que jogas muitos eventos preliminares? Não te aborreces de jogar tanto? Se sim, como lidas com isso?
BC: Não costumo jogar tanto como agora mais recentemente. E não me aborreço, aliás, tenho-me divertido bastante. E quando me divirto a jogar, não me sinto como se tivesse a ir para o emprego todos os dias, apenas me estou a divertir enquanto jogo. Talvez depois do WSOP me tenha sentido assim, mas neste momento estou a divertir-me á grande enquanto jogo.
PN: Jogas mais online ou ao vivo nestes dias?
BC: Jogo muito mais ao vivo. Normalmente só jogo online, quando estou mesmo aborrecido ou em casa sem nada para fazer. Normalmente jogo ao vivo, seja torneios ou jogos a dinheiro. São o meu pão e manteiga.
PN: Qual a próxima coisa que queres conquistar no poker?
BC: A próxima coisa que quero conquistar no poker é ganhar um título do EPT. Quero mesmo conseguir a "Triple Crown".
PN: Queres juntar-te a Gavin Griffin nesse feito?
BC: Gavin é o único jogador que conseguiu esse feito. Eu nunca joguei um EPT, mas estou a planear jogar alguns este ano. Neste momento não tenho quaisquer eventos no meu pensamento. Tenho de olhar para o calendário; acabei de ganhar este evento do WPT e vai levar algum tempo até que volte a programar eventos para jogar.
Recentemente alguns profissionais tiveram dificuldades com o estilo de vida de ser profissional e fazer o circuito. O mais notável é o caso do Shannon Shorr quando voltou ao colégio por algumas semanas. Consideras alguma vez voltar ao "mundo real"?
BC: Não, não conseguia fazer isso. Já pensei nisso algumas vezes. Não ia conseguir voltar, nem para o mundo do trabalho. Não é para mim – estraguei-me muito com estes grandes resultados. Não conseguiria voltar nunca.
PN: O que se vê a fazer daqui a 5 anos?
BC: Não sei. Espero ter conseguido mais alguns grandes resultados dentro de 5 anos, talvez ganhar um título do EPT, e mais uma bracelete ou duas. Acho que são o

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