Tornar-se Aceite Como Um Jogador de Poker – Parte 2

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Apesar de fazer parte do sindicato da lotaria nacional, a minha mãe teve muito pouca experiência com apostas, por isso é natural que ela queira proteger-me dos perigos de apostar muito dinheiro em algo como cartas que estão para sair dum baralho. Mesmo em dia, ela pergunta-me sobre isso, mas agora já aceitou o Poker na minha vida e até acho que está agradecida por isso. E agora sendo honesto acho que é pelos artigos que escrevo sobre Poker, ela prefere dizer que sou escritor em vez de jogador de Poker, mas houve algo que fiz que mudou a sua opinião - joguei com ela.

Sentamo-nos uma noite e entrei num torneio na FULLTILT POKER, que provou ser a sala ideal visto que ela ficou atraída pelos pequenos cartoons dos cães e burros. A nossa mesa começou e tinha apontamentos sobre dois jogadores na mesa, um a dizer que o gato à minha esquerda era um jogador muito agressivo e sólido e que não se envolvia sem ter uma boa mão, e o outro a dizer que o jogador de hóquei à minha frente era um jogador que só precisava de ver um Ás. Eu expliquei-lhe como isso ia alterar a minha forma de jogar consoante qual deles estaria envolvido na mão.

Eu fui aos detalhes de todas as minhas acções. Eu explicava porque não jogava KQ quando era o primeiro a falar e aumentava no button com a mesma mão. Mostrei-lhe a vantagem de estar no button e porque um Ás por si só não faz uma boa mão. Eu estava a pôr pessoas em mãos e impressionava-a ao acertar. Eu assustei-a um pouco ao fazer muitos all-ins quando estava quase a chegar ao "bubble", e mostrava-me calmo em relação a isso, mas no fundo estava a funcionar e estava a jogar muito bem. Acabamos por chegar è mesa final e fiquei em sétimo lugar e ganhei um dinheirinho decente. Em nenhuma altura fiz algo que se parecesse muito com um "gamble", eu tinha sempre uma boa mão, ou posição, ou um read num jogador, algo que me faria agir daquela forma. Ela não ficou completamente convencida mas mudei a sua opinião, acho que até a impressionei um pouco, e divertimo-nos.

Em vez de nos distanciarmos dos que amamos, tentemos introduzir-lhes ao Poker, ou pelo menos tentar explicar como funciona. Mostrem o que fazem e porque o fazem:

Torneios

Se jogam ambos, acho preferível mostrar um torneio em vez de um jogo a dinheiro. Eu considero os jogos a dinheiro mais inteligentes mas o facto de podermos trazer mais dinheiro e ser dinheiro real a ser jogado faz com que pensem mais no factor de desespero que já têm. Quando nos inscrevemos num torneio, dizemos claramente, È SÓ ISTO QUE TENHO A PERDER, não podemos buscar mais nem jogar mais dinheiro. Se apostássemos $50 para uma partida de xadrez talvez não iam reclamar, por isso façam a comparação.

Podem até jogar um freeroll só para demonstrar o quanto é difícil perder tudo se jogarmos com prudência.

Controlar a nossa banca

Uma das principais preocupações da minha mãe era quanto eu perdia. Se eu falava que tinha ganho ela respondia-me algo do tipo "sim, e todas aquelas vezes que perdes". Eu explico que a minha banca é feita de dinheiro que de outra forma eu nunca teria, e se eu perder não seria do dinheiro que paga as minhas contas nem do dinheiro que me põe a comida na mesa, mas dinheiro de vitórias anteriores. Eu também explico que nunca jogo mais do que 5% da minha banca em qualquer uma das minhas sessões, e como eu baixava de nível se tivesse umas derrotas seguidas, de maneira que as hipóteses de perder tudo fossem mínimas.

Também gosto de mostrar os meus resultados e apontamentos às pessoas, muitas ficam aborrecidas mas impressionadas com o cuidado que tenho com a minha banca, e que não estou a jogar dinheiro na primeira mesa que me sento.

Aborreça-os

Já agora, mostre tudo o que tem longe da mesa para melhorar o seu jogo. Eu sou membro de sites de ensino por isso tenho montes de livros de Poker, revistas e DVD´s, eu estudo a minhas mãos e tenho muitos softwares como Poker Tracker. Muito esforço é feito antes de ver as minhas cartas por isso quando ganho não quero que me digam que tive sorte, façam o mesmo.

Ligue a TV

Existe tanto Poker na TV hoje em dia que até podemos escolher os programas que possam conquistar as pessoas. Qualquer WPT ou WSOP pode conquistar com o seu glamour. Gus Hansen, Tony G e Daniel Negranu são jogadores agradáveis de ver jogar e divertem-nos, da mesma forma que um programa com o Barry Greenstein é algo a não perder pelo seu trabalho de caridade. Se quer conquistar uma mulher, arranje um DVD em que as mulheres dominem os homens, os High Stakes Poker 1 tem muito da Jennifer Harman e Mimi Tram a jogar melhor que os seus adversários masculinos.

O novo filme do James Bond parece ter ajudado imenso e com a estreia de mais alguns filmes de Poker este ano parece que não temos que nos preocupar tanto com isso nos próximos anos.

Um dos problemas do jogador de Poker é que tentamos excluir aqueles que não apreciam Poker, mas todos nós éramos assim antes de aprender a jogar por isso não é de esperar que eles sejam diferentes. Não estou a dizer que a ideia é convertê-los em jogadores de Poker mas pelo menos deixá-los entrar no nosso mundo.

Na última parte deste artigo, amanhã, vou aprofundar como lidar com pessoas que não conseguem perceber o Poker na nossa vida.

Nota Ed: Torneio diário com $100,000 Garantidos e ainda um bónus de depósito de $1,000. Já é altura de fazer o download da MANSION POKER. não concorda?!

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