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Entrevista com Green Plastic – Profissional Taylor Caby – Parte 2

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Na Parte1 da entrevista, Taylor falou das suas origens, e de como começou como jogador profissional de poker online. Hoje, na Parte 2 da entrevista, Taylor fala-nos acerca do futuro do poker online, e do seu próprio futuro.

BC: O que pensa que nos reserva o futuro para os jogadores profissionais de poker? Poderá o poker continuar a crescer como até aqui mesmo com as tentativas de proibição do governo?

TC: Para mim tudo dependerá do que se passar com o poker online. É impossível que todos os jogadores que ganham a vida a jogar poker online consigam continuar a fazê-lo nos casinos. Simplesmente porque não existem casinos suficientes e muitos jogadores não moram perto de um. E se não existirem tantas pessoas a jogarem poker regularmente, por certo não existirão tantas pessoas a ver poker na televisão. A somar a tudo isto temos que a maior parte da publicidade de poker que passa na televisão é feita pelas salas de poker online, e não acredito que o poker online continue a crescer se for banido dos EUA. Espero que o Governo faça o correcto e se aperceba que o poker não é um jogo de sorte ou azar como muitos outros, e que contorne as leis tal como fez em relação às corridas de cavalos.
Ainda existem muitos sites de Internet que permitem aos jogadores Americanos jogarem. Enquanto for este o caso, é certo podermos fazer dinheiro online a partir do poker. Eu estou optimista em relação ao futuro porque considero difícil o nosso Governo apagar uma indústria tão grande que se tornou muito importante para milhões de pessoas.

BC: Taylor, que tipo de poker e que limites costuma jogar hoje em dia? Como é o seu horário diário? Muitos de nós que jogamos os níveis mais baixos ficamos admirados com a quantidade de dinheiro que a elite do poker consegue fazer num curto espaço de tempo.

TC: Eu normalmente jogo 25-50 e 50-100 no limit. Pessoalmente prefiro 50-100 mas normalmente não existem tantos jogadores neste nível como nos inferiores. Normalmente acordo por volta das 10:00 AM , verifico o meu email e o meu site, novas notícias e fóruns de poker durante 1-2 horas, como qualquer coisa e vou para o ginásio. Chego a casa e repito o mesmo processo normalmente, tentando ter cerca de uma hora de poker. Depois do jantar tento jogar um pouco mais, e depois passo o tempo a tentar fazer algum trabalho ou passo o tempo com os meus colegas de quarto quando chegam a casa do trabalho. Tento ir para a cama à 1 da manhã. Nos últimos meses fiz algumas viagens. Gostei especialmente de visitar a Europa, uma vez que ainda não tinha lá estado.

BC: Sei que enumerar todos os seus desideratos torna-o desconfortável porque sinto que você é uma pessoa humilde. Por certo que não é um jogador de poker que entra numa sala a gritar que é o melhor jogador do mundo e que os outros sãos uns macacos. Uma vez que o sucesso não lhe subiu à cabeça, fica perplexo com o número de jogadores de poker que ficam a vê-lo joga na Internet?

TC: Penso que já estou habituado a isso, mas nem sempre compreendi. Mas sempre foi muito lisonjeiro para mim. Os jogadores de poker online começaram a seguir outros, e até estou admirado como é que não existem mais jogadores de poker de Internet que sejam patrocinados pelos próprios sites de poker. Parece-me que um excelente jogador de poker jovem seria muito útil numa campanha publicitária para um determinado site de poker online. Ao fim ao cabo, a maioria dos jogadores que hoje em dia ganham muito dinheiro online não tinham nada antes de começarem a jogar poker. Nunca fui de andar por ai a pregoar que sou bom – não gosto das luzes da ribalta; gosto de ser apenas um dos jogadores que deixam a minha performance falar por mim.

BC: Doyle Brunson afirmou que já gastou mais dinheiro nas mesas de poker do que o dinheiro que ganhou com a venda do seu livro Super System. Teve a mesma experiência após embarcar numa aventura de ensinamento parecida?

Sim, por certo. Comecei o meu site de instrução (Card Runners) com um dos meus melhores amigos há cerca de um ano e meio atrás. Estávamos os dois a fazer bom dinheiro jogando poker e tínhamos muitas pessoas a pedir-nos conselhos. Decidimos então criar um site de Internet e ver se conseguíamos fazer algum dinheiro enquanto ajudávamos as outras pessoas a melhorarem o seu jogo. Existia outros produtos parecidos, e houve até quem me pedisse para me juntar aos seus projectos. Pensamos que poderíamos fazer um pouco melhor sozinhos e foi o que fizemos.

BC: Já revelou um amor e afinidade pelo ensinamento. Já considerou escrever um livro?

GR: Não sei se alguma vez o farei. Penso que observando vídeos com comentários é muito mais fácil de aprender a jogar poker e também penso que seria impossível aprofundar tanto como faço com os vídeos se tivesse de escrever o mesmo conteúdo num livro. Gosto de fazer os vídeos porque posso falar o que me vem à cabeça. Por vezes é difícil compilar toda a informação sobre poker e escrever sobre isso. Embora um dia possa considerar escrever um livro. Já me abordaram na possibilidade de escrever um ebook e é algo em que estou a considerar. Acho que escreveria um livro de como ser um jovem empreendedor talvez com um toque de histórias de poker/informação, do que o contrário.

BC: Conheço-o principalmente de um fórum de poker que ficará anónimo, mas a maior parte dos membros desse fórum são fãs dos níveis altos e nunca me perdoariam se não lhe perguntasse algo sobre Prahlad Friedman – que usa os screen names "Mahatma", "Zwieg" e "Spirit Rock". Em primeiro lugar, como o considera como jogador? O que tem o seu jogo de especial que lhe permitiu ser dominante durante tanto tempo? E apesar do seu brilhantismo, você apareceu e destronou-o. Qual era a natureza da sua vantagem? E por último, parece que se tornou amigo da maior parte dos seus oponentes, pensa que no futuro acontecerá o mesmo com Prahlad?

TC: Prahlad já não joga tanto online hoje me dia, mas não há dúvidas que é um excelente jogador. Penso que estava muito à frente da maioria dos jogadores há cerca de dois anos atrás. O seu estilo de jogo ensinou-me muito acerca do jogo. Ele é demasiadamente agressivo, o que é necessário para se ter sucesso nas altas apostas. Já joguei milhares de mãos contra ele e tive algum sucesso, mas isso não quer dizer que não seja um excelente jogador. Existem alguns jogadores que me dão trabalho, mas isso não quer dizer que eu não seja um jogador sólido. Penso que a minha grande vantagem é psicológica, uma vez que ele por vezes entra em tilt, enquanto que eu consigo resistir mais às adversidades. Não tenho medo nas mesas e actuo segundo as minhas leituras, mesmo que por vezes pareçam absurdas. Talvez um dia Prahlad e eu seremos amigos, mas não consigo imaginar o dia em que nos cruzemos. Não costumo viajar a muitos eventos de poker – nem ele – pelo que sei. No Verão passado joguei $25-$50 nl com a sua esposa no Bellagio, mas penso que não me reconheceu. A sua esposa (bem como o resto daquela mesa) bateram-me forte e feio.

BC: Para terminar, gostava de lhe perguntar que tipo de conselho daria Às pessoas que estão a começar a jogar?

TC: A maior questão é saber o que o poker representa para si antes de começar a jogar. Se é apenas um jogo em que quer se divertir, salte de cabeça e divirta-se. Se quer ter sucesso e ganhar dinheiro, então prepare-se para trabalhar para isso. A maior parte é auto-didacta, por isso terá de aprender com experiência própria e com muita prática. Recomendo que se envolva em alguns fóruns na Internet, obter conselhos de um amigo conhecido, ou juntar-se a um site de treino na Internet.

BC: Obrigado pelo seu tempo, Mr. Caby.

Bernard Chapin é um escritor e jogador marginal de poker que vive em Chicago. É o autor de Escape from Gangsta Island.

Nota Ed: Faça o download da SUN POKER e prepare-se para a Guerra.

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