Vida do Stu Ungar, o "Único"- Próximo Sábado, na ESPN

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Todas as culturas têm as suas lendas, que em muitos casos é apenas uma história. No sub mundo do poker, muitas vezes, os jogadores passam tanto tempo a ouvir ou a contar histórias, como passam a jogar. E não raras vezes, estas histórias exageram a realidade. No mundo do poker nunca se falou tanto de outra pessoa como no Stuey Ungar.

No próximo Sábado às 7pm EST na ESPN, poderá ver a história de: "Único, a Ascensão e a Queda de Stu Ungar". Posso garantir-vos que esta lenda ainda vive á altura da sua história. As pessoas entrevistadas neste documentário ainda soluçam quando falam do Stuey, considerado pelas pessoas do seu tempo como o melhor jogador de poker que alguma vez existiu. A sua tragédia e a sua lenda ainda trazem emoção às pessoas que o conheceram, oito anos após a data da sua morte, e quinze anos após o princípio do que se veria a tornar a espiral descendente da sua vida.

Já tinham passado um programa acerca do Stuey na ESPN, e também é verdade que já tinham mostrado algumas das cenas usadas neste documentário. Mas a maioria das entrevistas são novas, e o que mais me chamou à atenção foi o som da entrevista que o Nolan Dalla tinha feito ao Stuey, originalmente para uma autobiografia. Por alguma razão que desconheço, ouvir a voz de pessoas já falecidas causa-me arrepios, e agora não seria excepção. O Ungar nestas entrevistas fala de si no passado, e embora por breves instantes, sentimos que já nessa altura era um homem partido que se sentia em baixo.

Ninguém pode negar as suas qualidades nas mesas de poker, e até os melhores jogadores foram entrevistados em relação a ele. É fascinante ouvir o Doyle Brunson contar a história da última mão que teve em heads up contra o Ungar no wsop de 1980. O que mais destaca esta mão, é o seu visionamento, quando o Stuey faz um olhar de desprezo para o Doyle e pergunta "E que tal se for todas as fichas que tens na mão?", enquanto o Doyle colocava as suas fichas na mesa (ainda lhe restavam algumas na mão), o Ungar disparou logo "I call". E assim nasceu uma lenda.

As entrevistas com o Doyle Brunson, Billy Baxter, Mike Sexton, Dalla, Steve Z, Eric Draiche, e muitos outros, ajudaram a construir a história desta lenda que teve uma rápida ascensão e um ainda mais atribulado declínio. As entrevistas com a sua mulher e com a filha, mostram que ele era uma pessoa com um enorme coração, mas que não aguentava os desafios que a vida do dia a dia lhe traziam.

O programa em si parecia mais apropriado para o IFC ou para o Bravo, com muitas cenas cortadas e com fundos construídos de propósito – muitos dos quais nada têm a ver com o Ungar, mas que foram bem gravados e produzidos. Por uma razão desconhecida, o funeral do Ungar em 1998 trouxe-me um aperto na garganta.

Por culpa da explosão que o poker tem tido recentemente e devido ao facto de até os torneios pequenos já terem coberturas mediáticas, penso que é seguro afirmar que a lenda do Stu Ungar permanecerá como a mais fascinante história de poker de todos os tempos. Para os fans do poker, este é um programa a não perder. A história do Stu Ungar provavelmente permanecerá como a maior de todas, e se você acredita nas pessoas que são entrevistadas, concluirá que a maior virtude do Stu Ungar era ter um enorme coração.

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